Spencer Tunick

Spencer Tunick

Biografia

Um americano indecente

Spencer Tunick, 40 anos, nasceu em Nova York e estudou Belas Artes no Emerson College, em Boston, fez um curso intensivo de fotografia durante 1 ano no International Center of Photography em Nova York e atualmente vive e trabalha no Brooklin, um bairro na mesma cidade.

Desde 1992 trabalha com fotografia e vídeo sobre a figura humana nua em espaços públicos. Seus trabalhos mais importantes e que o fizerem reconhecido mundialmente, são os projetos Naked States, que percorreu 50 estados americanos durante 06 meses fotografando a população e Nude Adrift onde visitou 9 países em 7 continentes, levando milhares de pessoas a se despirem em público, em Barcelona conseguiu o maior número de pessoas de toda sua turnê – 7.000 pessoas se despiram para o artista.

Antes desses ambiciosos projetos, Tunick fotografava nas ruas de Nova York, o primeiro projeto chamado America Zone contava com uma ou duas pessoas nuas e em seguida Reaction Zone, já com um número maior de participantes — chegou a fotografar 100 pessoas — e que lhe rendeu 05 prisões por atentado ao pudor. Após estes episódios, Tunick entrou com um processo na Corte Suprema dos Estados Unidos contra a prefeitura de Nova York para garantir sua liberdade de expressão artística, sua integridade física e dos participantes.

O trabalho de Tunick faz parte do acervo de diversas galerias e museus em várias partes do mundo como a Hales Galeria, em Londres, e a Art and Public em Geneva. Já esteve presente com suas instalações em diversos eventos artisticos como a 25ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo em 2002 e a 1ª Bienal Valencia, na Espanha em 2001.

Arte, Fotografia e Nudez

Entendendo a obra de Spencer Tunick

A polêmica é tema presente na obra de Spencer Tunick, única e exclusivamente devido a utilização de corpos humanos nus em suas performances. A nudez é um artifício usado por muitos artistas para expressar sua arte desde o período clássico, Michelângelo gerou polêmica com a famosa estátua nua de Davi que foi acusada pela população de imoral.

A imagem do nu na pintura, quase que exclusivamente de mulheres, seguiu na história da arte como algo aceitável até a invenção da fotografia. As formas humanas retratadas com tamanha realidade, quase como um espelho, causaram desconforto e no início da fotografia era admitida por serem usadas para estudos científicos, como demonstram as primeiras fotos de Muybridge em 1870. Alguns pintores como Eugène Delacroix, Gustave Courbert e Edgar Degas utilizavam a fotografia para estudos de seus quadros. O trabalho fotográfico de Degas é considerado perfeito, por sua preocupação com a luz, enquadramento, composição e tema.

Na segunda metade do século XIX a fotografia já ganhava status de arte e as composições fotográficas dessa época se baseavam em pinturas e em seu tema principal durante quase 500 anos: o nu feminino.

Vanessa Beecroft

Vanessa Beecroft, vb47.364.dr, 2001, Piezo pigment prints on Hahnemuhic photo rag, image 20″ x 30″

O nu masculino na história da fotografia é raro e quando acontecia tinha fins científicos, os homens porém ganharam um espaço na arte contemporânea com a obra de Spencer Tunick, eles são maioria nas performances em qualquer lugar do mundo que o artista americano fotografe.

A questão vai muito além da participação masculina em obras de arte. Na obra de Tunick, as pessoas são convocadas a posarem voluntariamente e não há seleção de sexo, cor ou idade. Essa mudança nos parâmetros da história da arte foi determinada pelas pessoas comuns, pelos apreciadores da arte. Spencer Tunick parece ter entendido essa inevitável mudança no comportamento humano em relação ao corpo e proporcionou o caminho para essas modificações.

O autor David Pérez em seu livro La certeza vulnerable escreve: “Em todas as culturas o corpo é utilizado como símbolo, uma metáfora da ordem política e social”. Isto significa que a relação com o corpo é modificada de acordo com a história e variam de uma cultura para outra. Essa é uma das questões abordadas pela arte performática de Tunick.

O corpo também é tema do trabalho da italiana Vanessa Beecroft, que trabalha com a nudez, mas somente a feminina, e esteve assim como Tunick, na 25ª Bienal de Artes de São Paulo. Vanessa utiliza-se do nu enfatizando o culto ao corpo feminino e questionando os padrões estéticos da sociedade contemporânea, os estereótipos. Suas modelos não chegam a centenas e diferente do artista americano, são selecionadas de acordo com seu padrão estético pela própria artista. Suas performances acontecem somente em museus e galerias. Ela tem muito mais controle sobre o objeto do seu registro fotográfico, já que seleciona as modelos de acordo com o resultado que deseja, fazendo com que posem de forma coordenada, obedecendo fielmente à sua intenção. As modelos não ficam completamente nuas, usam às vezes, somente sandálias, ou chapéus.
As relações entre arte performática e fotografia surgiram nos anos 60, com a necessidade de obter um resultado (fotografia) do produto artístico (performance), é a lógica do índice; essa é a primeira relação, comparação primária entre a arte performática e a fotografia.

Gina Pane

Gina Pane, “action sentimentale”, 1973

A artista francesa Gina Pane (1939-1990) executava suas performances onde mutilava partes do seu corpo diante de uma platéia e de uma fotógrafa. Apesar disso, é considerada uma artista-fotógrafa e a fotografia, o objeto material resultante da performance é uma peça de arte. O nome da fotógrafa que a acompanhava não é citado na maioria dos assuntos relacionados à Gina. Phillip Dubois em seu livro O Ato Fotográfico, diz que a fotografia tornou-se arte porque a arte contemporânea buscou a fotografia para integrar o ato artístico, “a fotografia não está mais em busca da pintura”, tornou-se um elemento simbólico que se refere à performance artística.

A Obra de Tunick

O que ele quer dizer com corpos nus

Spencer Tunick propõe duas reflexões principais com sua obra: a presença da arte em espaços públicos, temporária ou permanentemente e o modo como vemos a privacidade e a intimidade no espaço urbano.

Em relação a primeira questão, da arte em espaços públicos, era esse o principal discurso de Tunick no começo de sua carreira, ele nunca citou os motivos que o levaram a fazer tal questionamento, talvez fosse a falta de oportunidade para um artista iniciante como ele e tantos outros. Se utilizar da transgressão com consentimento que a arte autoriza, levando pessoas nuas para posarem nas ruas de Nova York, não passaria despercebida pelas autoridades. E assim aconteceu. A insistência de Tunick em questionar o espaço público para arte, foi aumentando o número de voluntários nus que colaboravam participando e espalhando o convite para a transgressão, porém, conforme o número de pessoas nuas aumentava, a transgressão diminuía, já que é mais provável cinco ou seis pessoas serem presas por estarem nuas em público do que centenas, milhares delas.

O grande número de pessoas dispostas a colaborarem com a obra de Tunick, gerou um outro questionamento, o da relação da privacidade no espaço urbano, esta é a reflexão que Tunick se propõe depois de alcançado notoriedade.

Em 2006, numa entrevista ao diário espanhol El Correo, ele afirma que seu trabalho é resultado de uma investigação pessoal sobre a transgressão do nu no espaço público.

“Um corpo nu na rua cria uma tensão e ao mesmo tempo uma sensação de liberdade. (…) Meu trabalho consiste em satisfazer minha própria visão de mundo,(…) se eu quisesse transmitir algo aos demais, montaria minhas instalações em pleno dia, no meio de uma praça abarrotada, mas não é assim que funciona. Meu trabalho começa no momento que amanhece, com poucas pessoas nas ruas; se estabelece uma relação entre corpos, a arquitetura e a essência da cidade.”

Em agosto do mesmo ano, respondendo a pergunta do jornalista Arfredo Meza, da BBC espanhola, sobre a polêmica que sua obra causa em culturas mais conservadoras, Tunick faz a seguinte afirmação:

“Levo em conta a preocupação de quem vê o corpo como uma entidade agressiva, por isso procuro trabalhar muito cedo pela manhã nos finais de semana, para causar o menor problema possível.”
Tunick não interfere apenas em grandes centros urbanos, onde o cenário é composto por uma grande quantidade de arranha-céus, veículos motorizados, rodovias, pedestres e iluminação pública. Trabalha também a disposição de corpos nus em meio à natureza, onde se tem uma paisagem bucólica composta de florestas, rochas como no Novo México (2001) e na Pensilvanya (2004) ou grandes planaltos se perdem no horizonte, como é o caso das fotos feitas no deserto de Nevada (2000).

Equipamento fotográfico

Desde 1990, Spencer Tunick usa uma câmera e uma lente, um equipamento relativamente simples e barato, sem alta tecnologia. Foi com esse equipamento que o artista produziu as imagens da série Naked States.

Método de trabalho

Tunick não tem despesas com modelo, todas as pessoas são convocadas a despir-se voluntariamente. O processo de seleção ocorre através do site do artista, onde as pessoas preenchem um cadastro respondendo o local onde vivem, profissão, sexo e cor da pele. O artista afirma que esses dados são apenas para estatísticas, apesar de que, ao observarmos as suas fotografias, constatamos que a maioria do público é de pele branca, até mesmo em países de maioria negra como o Brasil.

A divulgação do evento nos países ao redor do mundo é feita pelo Museu ou Galeria de Arte que o contrata, que é também responsável por todo o processo logístico para receber o artista. A escolha do local para as fotografias é feita pessoalmente por Tunick, na ocasião da visita à cidade.

Inspiração

Spencer diz se inspirar nas próprias cidades, em suas formas, características e história e também em artistas do passado como Rubens e Cézanne, deste último ele teria se inspirado no quadro As Banhistas, para fotografar numa estância de águas térmicas no Novo México.

Performance

As performances acontecem sempre ao amanhancer quando as cidades ainda estão sem grande movimentação. É o próprio Spencer quem orienta as pessoas, através de um megafone a se posicionarem.

Curiosidades

As fotos preferidas de Spencer Tunick foram tiradas na Bélgica, onde ele cobriu 75 homens de chocolate branco líquido e uma outra foto onde ele cobriu 60 mulheres com chocolate preto. Essa performance ocorreu num local fechado e privado, nenhumas das duas fotos fazem parte das galerias de arte que representam Tunick, nem foram localizadas na internet.

Em suas performances, Tunick sempre orienta as pessoas a não sorrirem.

Tunick diz achar interessante os voluntários perceberem que ele não tem controle algum sobre a performance. “Gosto quando as pessoas percebem que eu não tenho controle e as coisas não acontecem como estavam planejadas. É um tanto quanto cômico”.

China, Coréia do Sul e ao redor das Pirâmides do Egito são alguns lugares que Tunick gostaria de fazer suas instalações.

Devido a semelhança de algumas de suas fotos com o genocídio de judeus, Tunick não fotografa mais em preto e branco.

Ele foi proibido pelas autoridades francesas de fotografar um homem nu em frente ao Museu do Louvre.

Ao ser questionado se existe um conteúdo erótico ou sensual em suas fotos, Tunick nega veementemente.

Crítica Fotográfica

Uma análise técnica e contextual sobre algumas obras

Em todas as fotos, Spencer Tunick utiliza enquadramento em plano geral, por permitir uma abrangência maior do objeto que compõe a sua obra.

Foto Nevada

Spencer Tunick - Nevada

Há uma triangulação na composição com o agrupamento dos corpos deitados no chão do deserto, convergindo para a linha desfocada do horizonte. A massa corpórea da fotografia em primeiro plano cria um equilíbrio com o planalto desértico e a parte superior da silhueta de montanhas. O contraste se dá na atmosfera criada com essa composição. Os corpos, cuja predominância tonal aproxima-se muito dos tons da paisagem (a luz natural da manhã é responsável por este resultado tonal), estão dispostos de uma forma assimétrica, com distâncias diferentes entre eles, que criam um ritmo e uma instabilidade em relação à estática do segundo plano. Se Tunick nesta foto traz vida ao deserto, em contrapartida, faz-me pensar se a posição dessas pessoas também remete à idéia de morte, já que são anônimos estirados no chão e lembra as assolações de tempos de guerra. O artista tem essa consciência, de que as imagens que ele produz pode fazer essa alusão, mas deixa claro em todos os registros que pesquisamos, que essa não é a intenção dele, inclusive, fazendo fotos coloridas ao invés de preto e branco, pra afastar a idéia de morte e qualquer relação que as pessoas possam fazer com os massacres históricos.

Foto Chile

Spencer Tunick - Chile

Chile 30 de junho de 2002
Parque florestal de Santiago de Chile
Museo de Arte Contemporaneo
5.000 pessoas
As linhas verticais formadas pelas árvores nas laterais tornam a perspectiva evidente, que é resaltada ainda pela tonalidade da massa humana que começa mais clara no primeiro plano e vai escurencendo conforme a profundidade, criando uma textura formada pelas pessoas.

Quando esteve no Chile Tunick enfrentou protestos que contaram com cerca de 400 pessoas em frente ao seu hotel e em frente ao Palácio do Governo Chileno, os protestantes exigiam que o artista fosse impedido de tirar suas fotos. Tamanha repercursão fez com que Tunick achasse que sua performance seria um fracasso. Contando com a presença de 600 cadastrados, Tunick se surpreendeu com o número de 5.000 pessoas.

Nunca o Chile viu uma manifestação dessa proporção. Num país que viveu décadas ditadura e só recentemente elegeu um governo socialista, as pessoas sempre viveram numa cultura rígida, conservadora no que se refere ao caráter e costumes. E apesar da introversão característica ao povo chileno, as pessoas se mobilizaram através da arte de Tunick, para transgredirem, uma atitude que levaria qualquer chileno, alguns anos atrás à morte. A arte deu voz a um pouco reprimido que ainda não superou o medo de tantos anos de autoritarismo.

Foto Finlândia

Finlandia - Spencer Tunick

A predominância dos tons cinzentos, frios, compondo o cenário da fotografia cria um contraste incisivo em relação à figura feminina sentada sobre a rocha no primeiro plano, que se destaca pelos tons quentes. As diagonais apontam para o canto superior esquerdo da foto produzindo uma sensação de tensão e impacto visual pela agudeza da forma contrapondo a sutileza da mulher. Há uma hierarquização de elementos que compõem a imagem pela profundidade de campo, focada no primeiro plano.

Esta foto pertence ao projeto Nude Adrift de 2002 na Finlândia.

Esta pesquisa foi orientada pelos Professores Sandro Cajé e Fabio Espíndola no curso de Edição de Imagem em 27 de março de 2007 e realizada por Ana Flávia Dias, Darlene Carvalho, Elson Di Nardo e Giovanni Castelucci.

🙂

Bibliografia

DUBOIS, Philippe. O Ato Fotográfico. Papirus, 2004.

CensuradosCensored. AES Group. Fonte Exit, 2000.

FILHO, João Gomes. Gestalt do Objeto: Sistema de Leitura Visual da Forma. São Paulo: Escritura, 2006.

FLUSSER, Villém. Filosofia da Caixa Preta: Ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.

YOUNG, Alison. Judging the Image: Art, Value, Law. Routledge, 2004.

O Nu na Fotografia: uma história de quase 150 anos. Fonte Irisfoto, São Paulo, n.422, p. 36-41, jan-fev. 1989.

PÉREZ, David. La certeza vulnerable: cuerpo Y fotografía en el siglo XXI. Imprenta Barcelona: Gustavo Gili, 2004.

Spencer Tunick: La fotografia da Alma. Artigo da Revista de Filosofia A Parte Rei, 31.

SANTAELLA, Lucia NOTH, Winfried: Imagem Cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, 1999.

ART NET
Disponível em http://www.artnet.com/artist/16868/spencer-tunick.html

BBC Brasil.com
Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/12/061203_pinochet_vida_crg.shtml

BBC MUNDO | CULTURA | EL NOMBRE DEL ARTE
Disponível em http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/misc/newsid_5221000/5221248.stm

EL CORREO
Disponível em http://www.elcorreodigital.com/vizcaya/pg060414/prensa/noticias/Cultura_VIZ/200604/14/VIZ-CUL-000.html

EL MUNDO
Disponível em http://www.elmundo.es/elmundo/2003/06/08/cultura/1055057438.html

EVERYTHING2
Disponível em http://everything2.com/index.pl?node=Spencer%20Tunick

EWING, Willian A. The Body: photographs of the human form. Imprenta San Francisco: Chronicle, 1994.

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Disponível em http://www.gettingit.com/article/335

HISTÓRIA NET
Disponível em http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=197

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Disponível em: http://www.unisinos.br/ihuonline/uploads/edicoes/1161285020.82word.doc

ISTO É GENTE
Disponível em http://www.terra.com.br/istoegente/143/reportagens/nu_cru2.htm

JORNAL VIRTUAL.NET
Disponível em http://www.jornalvirtual.net/virtual/txt.php?id=619

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Disponível em http://www.nakedworlddoc.com/naked_world.html

NET PROCESSO: ARTE CONTEMPORÂNEA
Disponível em http://www.netprocesso.art.br/oktiva.net/1321/nota/16633

REVISTA ÉPOCA
Disponível em http://epoca.globo.com/edic/207/cult4a.htm

SPECULUM
Disponível em http://www.speculum.art.br/module.php?a_id=17

SPENCER TUNICK BODY SCULPTURES: ABOUT ART AND TRANSGRESSION
Disponível em http://d-sites.net/english/tunick.htm

THE BLUE DOT
Disponível em http://www.thebluedot.com/tunick/

THE PORTABLE INFINITE: SPENCER TUNICK
Disponível em http://portable-infinite.blogspot.com/2006/10/spencer-tunick.html

THE-ARTISTS
Disponível em http://www.the-artists.org/ArtistView.cfm?id=EF2BF0C1-8C0D-49FB-97894F23DDCC338A

TRÓPICO – O NU PÓS-PICTÓRICO – VANESSA BEECROFT
Disponível em http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/819,1.shl

TUNICK: NAKED STATES
Disponível em http://au.geocities.com/masthead_2/issue2/tunick.html

UOL DIVERSÃO E ARTE
Disponível em http://www1.uol.com.br/diversao/reuters/ult26u15113.shl

WORLD CLASSIC GALLERY
Disponível em: http://www.allartclassic.com/pictures.php?p=2&p_number=117

8 pensamentos sobre “Spencer Tunick

  1. Pingback: Trabalhando com luzes - Nude Art ou talvez Nú Artístico « caƒé com desigи

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  3. passe essa biografia para o wikipedia ….
    se quiser o faço e ponho o seu nome pois acho importante que as pessoas conheçam o nú como nú e não como sexo pois o nú e o sexo não necessariamente ligados!

    então qualquer coisa me mande um e-mail ^^ e se puder, dê-me uma dica de onde baixar fotos dele !

  4. Eu realmente gostei e acredito que isso é a pura arte afinal de contas o corpo em si é uma arte e nada que um fotografo com Spencer para descobrir isso e leva-lo adiante. Adorei o documentario se posso assim chamar.Valeu.Se tiver fotos porfavor me manda. falou

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