Design na era fordista

Consumismo em massa
Com a aplicação das novas tecnologias e métodos de fabricação, a Ford demonstra que era possível produzir mais barato sem sacrificar a qualidade do produto e ganhar cada vez mais cobrando cada vez menos. Nasce a ideologia do consumo de massa, antes o consumidor estava acostumado a pagar mais para ter o melhor.

Desqualificação do trabalhador
As máquinas eram extremamente precisas e de função única, dispensando a mão-de-obra qualificada, em oposição aos ideais do Arts and Crafts e elas eram construídas de forma a determinar o ritmo de trabalho do operário, aumentando a produtividade, gerando divisão de tarefas e a alienação do trabalhador, enquanto que Morris defendia a participação do operário em todo o processo.

Alienação da forma
Diferente da proposta de Morris, onde as máquinas deveriam se adaptar as necessidades do design, as novas tecnologias das máquinas visando a produtividade, criavam peças padronizadas, ocorrendo assim uma alienação das formas e estética (reduzindo o detalhamento e ornamentação). Não havia espaço para a inovação dentro do design, como propunha o Arts and Crafts.

Adaptação do mundo e das pessoas às máquinas.
Morris e Ruskin era contra a exploração da mão-de-obra, as máquinas deviam ser pensadas levando-se em conta o bem-estar do trabalhador. Como foi analisado nesta aula, as pessoas deveriam se adaptar às máquinas e ao seu ritmo, sua função. O funcionamento linear das máquinas era semelhante ao ritmo do dia-a-dia das pessoas.
A organização das máquinas no espaço de produção era melhor planejado, visando a maior produtividade.

Valorização do ato produtivo
O foco da indústria fordista era a produtividade, o aperfeiçoamento das técnicas de multiplicação do produto no menor tempo possível através do processo de mecanização industrial. A valorização do trabalho manual, artesanal, do ato criativo industrial, como pregavam Morris e Ruskin perdeu espaço na era Ford.

Assuntos relacionados: Arts and Crafts | Artes Aplicadas | Ruskin | Morris | Pugin | Fordismo |

Este post é uma reflexão sobre a aula de História do Design ministrada pelo professor Cícero Inácio da Silva, no curso de Design de Mídia Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia.

2 pensamentos sobre “Design na era fordista

  1. Oi meu nome é Felipe Bazzi, sou natural de Chapecó – SC, estou cursando a faculdade de design, nela estou percebndo a importância da era fordista para as indústrias e nela vi como é importante as melhorias que foram feita.
    Nunca pensei que pudesse ser mudado tanto com tantas poucas mudanças e percebi que estou com um longo caminho pela frente para me tornar um designer bom, ou seja, exelente profissional no mercado, na área de Design.

    Abraços, Felipe Bazzi – Chapecó – SC

  2. Oi Felipe.

    Esse caminho é realmente longo, eu diria que é eternamente longo, acredito que em nenhum momento da profissão, podemos dizer que já sabemos o bastante.

    Estudar e pesquisar não limita-se somente a área do design, filosofia, cultura, semiótica, arte, cinema, história… são só o começo.

    Fique a vontade para opinar, sugerir e participar do blog. Vamos trocar idéias 😉

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